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Sistema de autoatendimento do VEM recebe aprovação da população

TRANSPORTE Sistema de autoatendimento de créditos eletrônicos está em teste. São 5 totens, que funcionam como os caixas de banco


Carregar os cartões do VEM Estudantil e VEM Comum está mais fácil, rápido e o que é melhor: sem filas. Desde o fim de abril, está em teste um sistema de autoatendimento para compra e recarga dos créditos eletrônicos no Posto de Atendimento do VEM, localizado na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista, Centro do Recife. São cinco totens, que têm quase a mesma funcionalidade de um caixa eletrônico. Neles, é possível inserir dinheiro e comprar os créditos eletrônicos, que são transferidos imediatamente para os cartões.

O sistema de autoatendimento, entretanto, serve apenas para os cartões VEM Estudantil e Comum. O VEM Trabalhador não é aceito. O procedimento é simples e, pelo menos por enquanto, há funcionários ajudando na operação. Para utilizá-lo, é só colocar o cartão no terminal, escolher o valor a ser gasto com a compra dos créditos, depois inserir o dinheiro e esperar o comprovante. Finalizada a operação, os créditos entram automaticamente no cartão.

“Instalamos cinco equipamentos no posto para fazer um teste. A aprovação tem sido boa e os nossos planos são ampliar o serviço. A princípio, estudamos a criação de um posto, em local ainda a ser definido, só com terminais de autorrecarga. Embora o tempo seja maior do que o gasto nos guichês, que é de 20 segundos, é um sistema prático, no qual o carregamento é feito sem filas, pelo próprio cliente”, explicou o superintendente de Bilhetagem Eletrônica do Sindicato das Empresas de Ônibus (Urbana-PE), Pedro Luiz Ferreira.

As filas fazem parte do dia a dia do posto da Maciel Pinheiro, especialmente no início dos meses. A grande maioria dos usuários é de estudantes. São 600 mil cadastrados para utilizar o VEM Estudantil na Região Metropolitana do Recife. Desse total, apenas 5% utiliza a internet para comprar créditos eletrônicos. Nos dias de maior movimento, 25 mil pessoas são atendidas na unidade. Quando há uma queda no movimento, o número de usuários chega a 14 mil. O critério dos totens é o mesmo adotado para o carregamento nos guichês. Podem ser feitas três cargas por mês, no valor de até R$ 113,80. Os terminais, entretanto, só aceitam cédulas e não dão troco.

Há, ainda, a possibilidade de as unidades de autoatendimento serem ampliadas para terminais integrados, shoppings e outros polos de serviço. “Estamos analisando. O problemas é a questão da segurança, afinal, os totens recebem dinheiro. É preciso ter um esquema seguro para evitar possíveis roubos”, explicou Pedro Luiz Ferreira. Os totens são uma parceria com a Rede Ponto Certo.

Entre os usuários, o serviço está agradando. A maioria das pessoas que têm utilizado os totens instalados no posto da Maciel Pinheiro elogia a praticidade do autoatendimento. “Não precisamos pegar fila nem depender de funcionários. Vi os equipamentos nas últimas vezes que vim comprar créditos e agora resolvi utilizá-lo. Achei ótimo. Prático e rápido”, elogiou a estudante Ingrid Karen Bonfim, 18 anos. Geruza Souza, 38 anos, também utilizou o novo serviço pela primeira vez na última quinta-feira. “Tentei colocar créditos no cartão de um dos meus filhos, mas não foi possível porque ele estava desatualizado. Mas no outro conseguiria. O problema foi que não estava com o dinheiro exato para os créditos. Mas achei excelente a ideia. Espero que se confirme e seja ampliada”, disse.

Fonte: Jornal do Commercio – caderno Cidades (19/05/2012)