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Placas identificam árvores em praça

DERBY Dezenove plantas receberam letreiros onde podem ser vistos o nome popular, a denominação científica e a origem. Sindicato que adotou o espaço não disse quanto investiu

A Praça do Derby, encravada no principal corredor viário do Recife, teve 19 árvores identificadas. As plantas receberam placas indicativas onde se lê o nome popular, a denominação científica e a origem. A identificação foi feita pela Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco, há dois anos responsável pela manutenção da praça, por meio de contrato de adoção firmado com a Prefeitura do Recife.

De alumínio, as placas medem 30 centímetros de largura por 16 de altura e foram afixadas no chão. O sindicato se recusou a revelar quanto gastou na sinalização e o valor empregado nos cuidados com as plantas, assumidos por uma empresa de jardinagem terceirizada.

Entre as árvores sinalizadas há pau-brasil, olho-de-pombo, chuva-de-ouro, acácia-grande, flamboyant, ficus-benjamim, jabotá-do-cerrado, oiti-da-praia, chicha, craibeira, ipê-roxo, macaibeira, dendê, palmeira-leque-de-fifi, palmeira-Imperial, palmeira-fenix e latâ-nia.

As plantas, segundo o sindicato, são originárias do Brasil, Madagascar, Honduras, China, Antilhas e dos continentes africano e asiático. Em nota, o sindicato disse ter consultado o Laboratório da Paisagem da Universidade Federal de Pernambuco para realizar o serviço.

A ideia é prosseguir com o trabalho de identificação. “Ainda há muitas árvores para identificar na praça”, adianta o responsável pelo setor de marketing do sindicato”, Bernardo Braga.

Construída em 1925, a praça do Derby foi reformada pelo paisagista Burle Marx (1909-1994) cerca de dez anos depois, dotando-a de um espelho-d’água, orquidário, estátuas entre outros benefícios. Roberto Burle Marx dirigiu, de 1934 a 1937, o Setor de Parques e Jardins da Diretoria de Arquitetura e Urbanismo do Governo do Estado de Pernambuco, sob a coordenação do arquiteto Luís Nunes.

O primeiro projeto de jardim público do famoso paisagista paulista, no Recife, foi o da Praça de Casa Forte, realizado em 1935.

Depois, projetou espaços como as praças Euclides da Cunha (Benfica), Pinto Damaso (Várzea), Ministro Salgado Filho (em frente ao aeroporto), Faria Neves (Dois Irmãos), da República (Santo Antônio), do Campo das Princesas (em torno do palácio do governo), do Largo da Paz (Afogados), do Derby e o jardim no entorno da capela no Parque da Jaqueira.

Fonte: Jornal do Commercio – Cidades