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Para consultor, sediar Copa exige ensaio

 

Publicado no Jornal do Commercio – Capa Dois, 13/11/2009

No Recife, onde participa do seminário Transporte Público para Grandes Eventos, o consultor da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional, Phillipe Bovy, deu um recado simples para as autoridades de todas as 12 subsedes da Copa 2014 (Recife entre elas): observar o que está acontecendo. O aviso teve endereço certo: a África do Sul, país-sede do Mundial de 2010, que já enfrentou diversos problemas nas obras. O encontro termina hoje, no Atlante Plaza.

Também usou um exemplo brasileiro ao lembrar que o Rio de Janeiro venceu Chicago, Tóquio e Madri na corrida para sede da Olimpíada 2016. “Eu estava presente na escolha das sedes na primeira vez que o Rio se candidatou. É importante observar o que eles fizeram desta vez para conseguir essa evolução e tirar como lição”, explicou.

Bovy alertou para um detalhe que pode fazer a diferença entre sucesso e fracasso: a Copa tem os locais das partidas pré-determinados só para a primeira fase. “Não se pode pensar apenas nos seis jogos. O investimento e os trabalhos têm que ser bons para seis jogos e para o resto da vida das cidades”, disse.

“Um erro, por menor que seja, pode se refletir negativamente em todo o mundo. Tem que ter certeza de que tudo está sendo feito certo porque não dá para adiar. E o problema da Copa é que é um esporte em várias cidades, ao contrário de uma Olimpíada, que são 28 modalidades num lugar só”, contou.

Questionado sobre a capacidade de o Aeroporto do Recife receber uma quantidade maior de vôos internacionais, ele apontou que até uma mudança no estacionamento das aeronaves poderia ajudar. “Isso é um problema gerenciável e acontece em todo lugar, pois nem o Aeroporto do Rio de Janeiro está preparado no momento”, apontou.

A internet também foi ressaltada como ferramenta essencial para os turistas que devem aportar na cidade. Ele citou como exemplo a ser seguido os Jogos de Inverno de Salt Lake City (EUA, em 2002). “Foram oferecidos mapas da cidade na internet em vários idiomas”, citou.

Bovy lembrou que todas as ações devem ser ensaiadas, mesmo antes da competição “ensaio-geral”, a Copa das Confederações. “Por exemplo: cem ônibus terão de sair direto do aeroporto. Mas essa frota não pode ser jogada no tráfico normal. Essas situações atípicas têm que ser preparadas”, argumentou.



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