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Ônibus elétricos são uma boa alternativa para diminuir poluição em São Paulo, segundo Greenpeace

O dossiê “Ônibus Limpo: benefícios de uma transição para combustíveis renováveis na frota de São Paulo”, publicado pelo Greenpeace em agosto deste ano, partiu do levantamento de dados de custos operacionais do sistema de transporte da capital, de testes realizados com veículos híbridos e elétricos em outras cidades brasileiras, e de pesquisas em saúde ambiental. Com este trabalho, a organização pretende que a nova licitação de ônibus da Prefeitura de São Paulo possa ser feita incorporando a adoção dos combustíveis limpos. A transição nesse sentido é prevista a Lei Municipal do Clima e deve obrigatoriamente estar completa até 2018.

A incorporação de combustíveis limpos e renováveis à frota de ônibus da cidade é obrigatória, mas sempre foi negligenciada sob o argumento da inviabilidade técnica e financeira. O dossiê elaborado pelo Greenpeace demonstra o oposto: além de viável e eficiente, a adoção dos ônibus elétricos promove benefícios para a saúde, para a economia e para o clima. E os cálculos indicam que sem pesar no bolso do usuário.

Destaques do dossiê

- No caso dos ônibus elétricos puros, testes operacionais têm demonstrado que o custo de manutenção pode ser 25% menor e a economia com combustível pode chegar a 64,7% em comparação com os convencionais a diesel. O leasing de baterias é uma alternativa para reduzir drasticamente o custo dos ônibus elétricos, aproximando-o do valor do veículo a diesel;

- Por meio da tecnologia V2G (Vehicle to Grid), os ônibus não são apenas consumidores de energia, mas parte do sistema elétrico. Eles podem incorporar as fontes eólica e solar, servir de backup e fornecer energia à rede, tornando todo o sistema mais eficiente;

- 47% do material particulado (fuligem) e 13% das emissões de CO2 que poluem o ar da capital paulistana são gerados pelos ônibus a diesel. Os veículos elétricos zeram essas emissões;

- A redução na queima do diesel convencional poupa vidas e recursos: em dez anos, uma redução de 20% poderia evitar mais de 7 mil mortes e os cofres públicos economizariam R$ 53 milhões em gastos de saúde decorrentes de problemas cardiorrespiratórios.

Fonte: Mobilize Brasil (Editado)



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