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NTU alerta para as consequências do aumento de transporte individual nas cidades

A recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o poder aquisitivo do brasileiro aumentou e que as despesas com alimentação, habitação e transporte correspondem a mais de 75% dos gastos mensais da população do País. Dentro desse contexto, a NTU (Associação Nacional das Empresas dos Transportes Urbanos) alerta para as conseqüências dos dados que se traduzem, entre outros pontos, na aquisição de meios de transportes individuais, como automóveis e motocicletas.

“É positivo enxergar que a situação financeira do brasileiro melhorou, até mesmo refletindo a solidez da economia do País como um todo. Porém, é preciso estar atento porque ao mesmo passo em que se aumenta o poder de compra, as pessoas acabam optando por adquirir mais carros e motos, o que pode ser uma equação complicada ao tráfego urbano”, diz Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU.

A representante da entidade, que representa as empresas operadoras de ônibus, ressalta a importância de incentivar o uso do transporte urbano coletivo no cotidiano das pessoas, evitando-se os grandes congestionamentos e o aumento da poluição. Atualmente, o Brasil conta com uma frota de 105 mil veículos que circulam nas áreas urbanas e metropolitanas, transportando cerca de 55 milhões de passageiros por dia.

Por meio do aperfeiçoamento da infraestrutura e da priorização das vias para os ônibus, esse tipo de transporte ganharia mais velocidade comercial e, consequentemente, a confiabilidade da população nos sistemas. Paralelamente, com a maior procura da população pelo transporte coletivo por ônibus, o segmento seria movimentado de forma intensiva, inclusive melhorando o conforto dos passageiros no interior dos veículos.

“A segregação das vias para o tráfego dos ônibus seria um dos passos para melhorar a distribuição dos serviços. Com isso, os usuários poderão calcular de forma mais objetiva o tempo do percurso desejado, enxergando essa modalidade como alternativa de qualidade para o seu deslocamento”, ressalta Bicalho.

BRTs como alternativa

A priorização das vias para transporte coletivo urbano sobre pneus pode ser realizada por meio dos sistemas de BRT, sigla para Bus Rapid Transit. A construção de corredores exclusivos oferece a infraestrutura necessária para o tráfego de um veículo biarticulado que comporta 270 passageiros. Dependendo do destino, essa alternativa consegue transportar, em média, 40 mil pessoas por hora, empregando maior velocidade comercial aos veículos.

Ao todo, são mais de 80 cidades no mundo que implantaram ou possuem projetos de BRT. No Brasil, o sistema de Curitiba (PR) é o mais evidente e que serviu de vitrine para divulgar a alternativa de transporte para o mundo a partir da década de 1970.

Em média, um corredor de 10 quilômetros de BRT leva de 24 à 36 meses para ser concluído e tem o custo de R$ 100 milhões. Quanto ao tipo de operação, a alternativa apresenta plataformas de embarque e desembarque fechadas, pagamento das tarifas nas estações, sistema de sinalização e informação ao usuário, transferência entre rotas sem incidência de custo adicional e integração modal em estações e terminais (sistema troncalizado).

A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) representa as empresas de transporte coletivo urbano e metropolitano perante os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais e as entidades nacionais do setor; promove a integração e a troca de experiência entre as empresas, sindicatos, associações e federações, buscando a unidade e o fortalecimento do setor; desenvolve estudos técnicos e propõe medidas para a melhoria dos serviços de transporte coletivo urbano e metropolitano de passageiros; e preserva e divulga a história do setor. www.ntu.org.br



Um comentário

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