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Especialistas apostam no BRT como melhor alternativa para o Recife

Além de buscar alternativas para desafogar o trânsito, as grandes cidades brasileiras estão passando por profundas mudanças visando a Copa do Mundo de 2014. E o país inteiro está se questionando qual a melhor alternativa para essa questão. Como uma das sedes da competição, o Recife também está estudando e pondo em prática projetos que irão mudar a mobilidade urbana da cidade. Exemplos disso são os corredores Norte/Sul, Leste/Oeste e o da Avenida Norte que darão exclusividade para o transporte público e irão beneficiar milhares de usuários todos os dias.

Uma das grandes questões levantas pelos urbanistas pernambucanos é quanto ao tipo de transporte que deve ser implementado na cidade, se VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), monotrilho ou BRT (Bus Rapid Transport). O primeiro consiste numa espécie de metrô de superfície geralmente movido a eletricidade e o segundo um tipo de metrô sobre um único trilho. Os dois têm como vantagem poder comportar um grande número de pessoas de uma só vez. O BRT une a praticidade do ônibus comum com a velocidade e o conforto do metrô por conta das suas vias exclusivas.

O BRT tem como principal necessidade uma via exclusiva e admite vários formatos que vão desde uma simples faixa preferencial com horários pré-estabelecidos, até um modelo que incorpora o conjunto de ferramentas ou serviços já concebidos para este tipo de transporte. Em média, um ônibus comporta de 70 a 80 passageiros, substituindo 50 automóveis ou 70 motocicletas nas vias. O formato pode se adaptar às circunstâncias da cidade em que vai ser aplicado e ir incorporando aprimoramentos uma plataforma elevada, a bilhetagem eletrônica etc. Também pode utilizar ônibus articulados e bi-articulados. O veículo pode sair do terminal e parar só no destino final, como ir parando, entre terminais, ou em cada ponto pelo trajeto. São várias as combinações possíveis e essa flexibilidade permite que o sistema seja aplicado a uma metrópole ou a uma pequena cidade.

Em Pernambuco, o sistema está em fase de estudo para ser implementado até a Copa de 2014. As vias exclusivas seriam os corredores exclusivos de transporte de massa, previstos nos projetos do Norte/Sul, Leste/Oeste e Avenida Norte. O estado se inspira em grandes centros ao redor do mundo que utilizam esse meio para melhorar a vida dos seus moradores todos os dias. Um grande exemplo de sucesso, dentro do Brasil, é a cidade de Curitiba, no Paraná. A capital paranaense desde a década passada investiu bastante no transporte público e se tornou um modelo a ser seguido pelo restante do país. A cidade conta com corredores exclusivos para os ônibus transportam mais de 2.3 milhões de passageiros por dia, capacidade maior do que o sistema de metrô e o de trem de subúrbio do Rio de Janeiro. O modelo curitibano (que foi o primeiro do mundo a ser posto em prática), também foi implementado em Bogotá, Cidade do México e é bastante difundido na Europa.