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Conspiração por reformas

Cidades atrofiadas, engarrafamentos quilométricos, custo social insuportável nos deslocamentos para o trabalho, estudo, saúde e lazer. Custo ambiental crescente, já beirando os limites de tornar-se uma questão de saúde pública. Esse é o cenário que a supremacia do transporte individual construiu em nossas cidades.

Apenas 30% de nossas vias são ocupadas pelo transporte público, que carrega cerca de 70% de nossa população, emitindo 17 vezes menos poluentes por passageiro transportado do que um carro e 32 vezes, quando comparado a uma moto. A lógica dominante inverte as reais necessidades e preocupações da população e parece ser contrária à razão.

Felizmente, vemos a mobilidade urbana entrar na pauta das discussões das políticas pública, tendo em vista as oportunidades e o momento ímpar em que vive o Brasil, e em especial o nosso Estado, e temos contribuído para o debate.

Estamos na expectativa de importantes decisões para a mobilidade urbana na Região Metropolitana do Recife, que influenciarão na velocidade do crescimento de nossa economia e na qualidade de vida de nossa população.

Defendemos a priorização do transporte público face ao individual, não apenas por atender à grande maioria da população, mas também por representar uma alternativa ambientalmente correta e capaz de suprir as demandas de forma eficaz e com qualidade.

Foi nesse contexto que contratamos, a pedido do Governo do Estado, os projetos básicos para os Corredores Norte-Sul e Avenida Norte e estudos de alternativas viárias para a Agamenon Magalhães. Acreditamos na implantação de sistemas de BRT (Bus Rapid Transit) como a forma mais eficaz para um salto significativo no transporte público da RMR, adotando corredores exclusivos, semaforização prioritária, passagens elevadas em cruzamentos mais estrangulados. E, ainda, embarques em nível, tarifas pré-pagas, utilização de equipamento de qualidade, rígida fiscalização, salas de monitoramento, controle social e licitação pública para a operação do sistema. Podemos até 2014 alcançar mais de 100 Km de BRTs na RMR.

Certamente, jamais tantos fatores se juntaram para que sejam produzidas as grandes transformações de que o setor necessita. É o momento da Conspiração pelas Reformas, pelos investimentos na mobilidade urbana, com soluções realistas, que possam ser executadas no presente e de olho no futuro, que produza a inclusão social e que não sacrifique o poder de compra dos usuários, sobretudo os mais pobres.