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A eletromobilidade, na prática, em Curitiba

Foto: divulgação

A Volvo Bus Latin America iniciou esta semana testes de demonstração de um ônibus híbrido articulado em Curitiba (PR), o Hibriplus. Os testes estão sendo feitos em uma situação real, na linha Interbairros II, por um período de seis meses. O veículo alia alta capacidade de transporte a uma operação silenciosa, baixa emissão de poluentes e conforto para os passageiros. E mais: é equipado com wi-fi e ar condicionado, uma novidade no transporte urbano da cidade.

Outro diferencial do veículo é uma funcionalidade que permite definir e limitar a velocidade em locais com alto volume de pedestres. Ou seja, mais uma vez Curitiba se coloca na vanguarda do transporte coletivo ao investir na eletromobilidade, um novo modelo de mobilidade sustentável. Vale lembrar que foi Curitiba quem criou o sistema BRT (Bus Rapid Transit).

Os testes com o Hibriplus fazem parte de um memorando de entendimento entre Curitiba e a Suécia para promoção do desenvolvimento sustentável na cidade. O projeto é resultado de um acordo entre a Prefeitura da Curitiba e a Volvo, e integra o “Smart City Concept in Curitiba” que prevê a inovação para mobilidade sustentável. A operação do ônibus durante o período de testes não envolve custos para a cidade.

A demonstração do híbrido articulado na cidade é a segunda fase do desenvolvimento do projeto de eletromobilidade da Volvo na América Latina. A terceira fase, prevista para iniciar ainda este ano, também em Curitiba, contará com um ônibus que opera no modo elétrico em 70% do tempo, o híbrido elétrico. A primeira fase do projeto foi o início da produção e comercialização do híbrido convencional no Brasil.

“Temos uma longa história com a cidade, de contribuição com o desenvolvimento do sistema de transporte público. Mantemos nosso compromisso de trazer para Curitiba o que há de mais avançado em tecnologia de transporte urbano, alinhadas às demandas mundiais de redução de emissão de poluentes” afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

O híbrido articulado tem capacidade para 154 passageiros e vai circular na linha Interbairros II, sentido anti-horário – uma linha considerada pesada no sistema por ser extensa e de alta demanda. Esta linha transporta 33 mil passageiros por dia e tem 41 quilômetros de extensão. O veículo terá como base de comparação um ônibus articulado movido a diesel, circulando nas mesmas condições de operação.

“Será um grande aprendizado para todos nós, acompanhar a operação do articulado híbrido numa aplicação severa como a linha Interbairros II, longa e com um grande número de passageiros. Nos ajudará a adaptar o veículo europeu para atender as particularidades do transporte público na América Latina, sem comprometer a eficiência operacional”, explica Rafael Nieweglowski, coordenador do City Mobility da Volvo Bus Latin America.

Os dados do veículo serão monitorados pelo sistema de gerenciamento de frotas da Volvo, que oferece uma visão completa da operação do veículo. O sistema oferece informações como consumo de combustível, emissão de poluentes, horas rodadas, velocidade média e aproveitamento das frenagens para recarga da bateria do motor elétrico.

A funcionalidade que permite definir e limitar a velocidade do veículo em ruas e avenidas com muitos pedestres é feita de forma remota. Mesmo que o motorista acelere, o veículo não ultrapassa a velocidade definida, aprimorando assim a segurança para pedestres e passageiros e diminuindo a possibilidade de acidentes.

Redução de emissões

O híbrido articulado possui tecnologia de emissões Euro 6. Isso significa que a tecnologia de emissões Euro 6, somada à tecnologia híbrida, emite até 39% menos CO2 e 50% menos material particulado (fumaça) e NOx (óxidos nocivos à saúde)
que os veículos similares Euro 5 movidos à diesel.

O modelo é equipado com dois motores, um elétrico e outro a diesel, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O veículo opera em modo 100% elétrico durante as arrancadas e quando está parado nos semáforos ou pontos de embarque e desembarque, momento em que não há emissão de poluentes e ruído.

A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens do veículo. Cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar a bateria. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.

Fonte: Blog De Olho no Trânsito / JC Online



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